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06/08/2015 - A curva de aprendizagem mudando de forma

 15.07.2015



Cerca de 85% dos estudantes do ensino superior hoje são estudantes não tradicionais, mas as universidades estão se adaptando para acomodá-los? Matthew Small, diretor-gerente, líder internacional em tecnologia da educação Blackboard, olha para frente e revela como focar no aluno muda a forma de educação.

A economia global tem tido um impacto significativo sobre os alunos que estão entrando no ensino superior. Estudantes querem melhorar suas possibilidades de emprego, estudantes estrangeiros que procuram o curso perfeito em qualquer país, estudantes de graduação que precisam trabalhar em tempo integral para financiar o seu próprio estudo. Cada um destes alunos não tradicionais formam os 85% dos indivíduos que estão atualmente no ensino superior. Com forte demanda por cursos flexíveis, acessibilidade da informação e qualificações reconhecidas internacionalmente, as universidades estão sob pressão para adaptar-se e serem competitivas.

O recrutamento dos alunos acontece em uma realidade cada vez maior em concorrência – o que significa que os estudantes podem ter sua própria opinião sobre o que querem estudar, quando estarão disponíveis, onde e quando querem estudar. A antiga universidade, os clubes sociais e sociedades foram deixados para trás por um número cada vez menor de alunos que são capazes de frequentar a universidade, participar de palestras e apresentar seus trabalhos.

A Blackboard, notando esta demanda por um ambiente de aprendizagem colaborativa on-line “recrutou” mais e mais instituições de ensino superior para utilizarem suas soluções. Passamos tempo pesquisando o novo ambiente educacional. Nossa pesquisa, que incluiu o tempo gasto com os alunos em sala de aula e em seu tempo livre, revelou que os alunos estão mais pró-ativos sobre como personalizar seu estudo e focar na qualificação como um objetivo para sua carreira ideal. Descobrimos que os alunos são mais espertos, exercendo suas escolha e cobrando mais. A tecnologia vem como uma segunda natureza para os estudantes de hoje e eles confiam nela para gerir suas vidas – e entendem o ensino da mesma forma. Se todos os aspectos de suas vidas podem ser tratados através de um dispositivo móvel, eles esperam que a sua educação seja da mesma forma.

Algumas universidades fazem apenas um esforço superficial para atualizar seus mecanismos. Elas usam a tecnologia como um quadro de avisos, transmitindo a aprendizagem sem habilitar os próprios alunos a conduzirem a atividade. Muitas operaram dentro de um sistema tradicional, que foi concebido para servir os alunos tradicionais em modelos de aprendizagem tradicionais. Esses alunos tradicionais estão agora em minoria e é certamente um tempo para mudança.

Ao ignorar o aluno não-tradicional, as instituições enfrentam mais que apenas a frustração de um estudante. Sem ter flexibilidade para apresentar avaliações on-line ou se envolver com os alunos e membros do corpo docente através da internet, algumas universidades estão deixando estudantes para trás. Como resultado, mais estudantes estão deixando as instituições, lutando para alcançar objetivos de vida e carreira, e questionando o valor da educação.

Um necessidade da educação centrada no aluno é o aumento dos estudantes internacionais e a tendência para cursos entre as universidades, e às vezes até mesmo entre os países, para obter a educação que o estudante deseja. O Reino Unido é o segundo destino mais popular para os estudantes internacionais (13% de todos os estudantes internacionais estão matriculados em um curso no Reino Unido). Precisamos manter esses estudantes, bem como o financiamento que eles trazem, ligado a uma universidade do Reino Unido.

Algumas universidades estão mudando a forma como desenvolvem seus cursos, mudando a forma como ministram palestras e mudando a forma como envolvem seus alunos. Muito disso é feito através da tecnologia. O mundo já tem sua primeira universidade “sem papel”, as Escolas Superiores de Tecnologia nos Emirados Árabes Unidos, e é só uma questão de tempo antes que outras sigam este exemplo. Mas é imporante ressaltar que a tecnologia não assume a “liderança”: ela permite que a universidade siga o estudante. O estudante tradicional está se tornando uma raridade. E as universidades que reconhecem isso e atendem as necessidades da nova geração de alunos terão sucesso em mudar sua forma de ensino.

Matt Small, autor deste artigo, estará discutindo este e outros temas na sétima edição do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação, no dia 12 de agosto, em São Paulo.



Fonte: http://www.desafiosdaeducacao.com.br/blog/


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